Campanha de doação de sangue em 30 de junho mobiliza comunidade de Torres para garantir estoques e salvar vidas.
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“É uma forma de amor.” É assim que a torrense Kharolaine Caldasso Volkart define o gesto de doar sangue. Doadora desde 2024, ela conta que o desejo de contribuir sempre esteve presente, mas se fortaleceu após seu processo de emagrecimento e a experiência de trabalhar em um hospital. Desde então, passou a compreender ainda mais de perto o impacto que uma única doação pode ter na vida de pessoas que enfrentam momentos delicados e dependem da solidariedade de desconhecidos para seguir lutando.

“É a possibilidade de qualidade de vida para tantas pessoas. Saber que uma parte de você corre nas veias de alguém é muito significativo. O ato de doar representa vida, saúde e recomeço. Não ajuda apenas o paciente, mas também toda a família e os amigos que aguardam por uma recuperação”, relata.
O testemunho de Kharolaine traduz a importância de um gesto simples, capaz de transformar histórias. Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pacientes diferentes e contribuir para tratamentos, cirurgias, emergências e diversas outras situações em que o sangue é indispensável.
No próximo dia 14 de junho, domingo, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para reconhecer a importância dos doadores voluntários e incentivar novas adesões. A homenagem ocorre no aniversário do médico e imunologista Karl Landsteiner, responsável pela descoberta dos grupos sanguíneos e do fator Rh, avanços que revolucionaram a medicina moderna.
Por trás de cada bolsa de sangue existe uma história que, muitas vezes, permanece invisível. São vítimas de acidentes, pacientes em tratamento contra o câncer, pessoas submetidas a cirurgias complexas, gestantes com complicações e recém-nascidos que dependem de transfusões para sobreviver. O sangue não pode ser fabricado em laboratório. Ele depende exclusivamente da solidariedade humana.
ONDE DOAR
No Litoral Norte gaúcho, a principal referência para doação é a Unidade de Coleta e Transfusão (UCT) do Hospital Tramandaí, que funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h30 e das 14h às 16h30. O atendimento é realizado mediante agendamento online pelo sistema do Governo do Estado – www.rs.gov.br/carta-de-servicos.
Segundo o enfermeiro coordenador e responsável técnico da unidade, Rafael do Nascimento Menezes, o mês de junho costuma registrar uma mobilização maior da população em razão das campanhas de conscientização relacionadas ao Dia Mundial do Doador de Sangue. Ainda assim, a necessidade de doações permanece constante ao longo de todo o ano.
Após a coleta em Tramandaí, as bolsas seguem para o Hemocentro do Estado, em Porto Alegre. Lá, o sangue é processado e dividido em diferentes componentes, como plasma, plaquetas, crioprecipitado e concentrado de hemácias. Cada um desses elementos atende pacientes com necessidades específicas, ampliando o alcance de uma única doação.
Em Torres, o Hospital Nossa Senhora dos Navegantes conta apenas com uma agência transfusional. Isso significa que os componentes sanguíneos utilizados nos atendimentos chegam de hemocentros e unidades de coleta habilitadas. Por isso, cada nova doação realizada na região contribui diretamente para garantir o atendimento de pacientes locais e de diversos hospitais gaúchos.

CAMPANHA DE DOAÇÃO – 30 DE JUNHO
No dia 30 de junho de 2026, o Hospital Nossa Senhora dos Navegantes (HNSN), em parceria com a Prefeitura de Torres, promove uma Campanha de Doação de Sangue. Os voluntários terão transporte gratuito de ida e volta até o Hemocentro, em Porto Alegre. A saída está marcada para as 7h30, em frente ao hospital, em Torres. A ação busca aumentar8 os estoques de sangue e convida a comunidade a integrar essa corrente de solidariedade, lembrando que doar sangue é um gesto simples que salva vidas. Participantes devem comparecer no horário marcado para o embarque.
QUEM PODE DOAR
Podem doar pessoas entre 16 e 69 anos, com peso mínimo de 50 quilos, em boas condições de saúde e portando documento oficial com foto. O doador não deve estar em jejum, precisa ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior e manter-se bem hidratado.
Em tempos em que tantas notícias revelam desafios na saúde pública, doar sangue continua sendo uma das formas mais concretas de exercer a cidadania. Não exige dinheiro, não requer habilidades especiais e ocupa menos de uma hora do dia. Mas, para quem aguarda uma transfusão, pode representar a diferença entre a vida e a morte. Enquanto muitos esperam por um milagre, milhares de pessoas têm a oportunidade de ser esse milagre para alguém.

