AO VIVO
AO VIVO
AO VIVO
Home » Notícias » Universitários lotam auditório da Ulbra Torres e exigem explicações sobre o fim das coordenações locais

Universitários lotam auditório da Ulbra Torres e exigem explicações sobre o fim das coordenações locais

por Melissa Maciel
A+A-
Reset

>> Siga o canal do Grupo Maristela no WhatsApp

A mobilização anunciada pelos estudantes da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) ganhou força na noite de segunda-feira (6), em Torres. Mais de 100 acadêmicos participaram de um ato dentro do campus para cobrar explicações da direção da instituição sobre a decisão da mantenedora de extinguir as coordenações locais dos cursos e concentrar a gestão acadêmica em Canoas, por meio de uma Coordenação Nacional.

A manifestação ocorre poucos dias depois de a mudança ser anunciada e divulgada pela Rádio Maristela. Desde então, estudantes organizaram um abaixo-assinado, publicaram uma nota de repúdio e passaram a articular novas ações para tentar reverter a decisão.

AUDITÓRIO LOTADO

O encontro reuniu estudantes, professores, coordenadores e representantes da administração da universidade. Segundo relatos de participantes, o auditório ficou lotado e o clima foi de forte insatisfação.

Os alunos chegaram ao local em grupo, com cartazes e palavras de ordem, exigindo respostas sobre como ficará o atendimento aos acadêmicos a partir do segundo semestre. Durante boa parte da reunião, os questionamentos partiram dos próprios estudantes, que afirmaram não ter recebido informações objetivas sobre a implantação do novo modelo.

As perguntas se concentraram principalmente na ausência de coordenadores presenciais nos cursos e em como serão resolvidas demandas acadêmicas do dia a dia, como conflitos entre alunos, questões relacionadas aos estágios, atendimento aos pacientes nos cursos da área da saúde, organização das disciplinas e acompanhamento pedagógico.

Segundo os participantes, muitas dessas dúvidas permaneceram sem resposta.

SEM RESPOSTAS

Representando a Ulbra, o presidente comercial da instituição, Jackson Trindade, defendeu a decisão da mantenedora e afirmou que a mudança foi tomada pensando na melhoria da formação dos estudantes.

“Vocês tomam como partida aquilo que vocês acham que é melhor, sendo que a instituição está pregando algo que é melhor para vocês. Nós tomamos uma decisão institucional para os alunos, contando que isso realmente vai ser efetivo para o crescimento profissional de cada aluno.”

Ao responder aos questionamentos, Jackson explicou que haverá um coordenador nacional para cada curso e que as unidades continuarão contando com equipes de apoio. Também afirmou que um cronograma detalhando o funcionamento da nova estrutura seria apresentado aos estudantes.

“Até amanhã estarei aqui às 14 horas. Quem quiser olhar esse cronograma e depois criticar, estarei à disposição”, afirmou.

Ele ainda disse que disponibilizaria seu telefone pessoal aos acadêmicos e garantiu que mantém contato direto com alunos de outros campi da universidade.

CLIMA TENSO

Apesar das explicações, os estudantes reagiram com vaias em diversos momentos da reunião. Conforme relatos obtidos pela reportagem, a principal reclamação foi a falta de respostas concretas sobre o funcionamento da nova estrutura.

Os universitários afirmam que a administração confirmou apenas que as coordenações locais deixarão de existir, mas não conseguiu esclarecer de que forma serão conduzidas as demandas específicas de cada curso.

Em determinado momento, integrantes da direção pediram que os estudantes permitissem a conclusão das falas, enquanto os manifestantes insistiam em novas perguntas.

O diretor da Ulbra Torres, Diego Antônio Viana Gomes, também se pronunciou durante o encontro. Ele afirmou que os representantes da mantenedora ouviram as reivindicações apresentadas pelos acadêmicos e informou que as manifestações seriam levadas à presidência da instituição.

“Amanhã, 07/07, às nove horas da manhã, eles terão uma reunião com o nosso presidente. Tenho certeza de que tudo o que vocês colocaram aqui será levado para essa reunião”, declarou.

PRÓXIMOS PASSOS

Após a reunião, estudantes passaram a discutir novas formas de mobilização para pressionar a universidade a rever a decisão. Entre as medidas em análise estão o encaminhamento de denúncias a órgãos competentes e a continuidade do abaixo-assinado em defesa da permanência das coordenações locais.

Enquanto isso, a expectativa da comunidade acadêmica está voltada para a reunião entre representantes da mantenedora e a presidência da instituição, realizada na manhã desta terça-feira (7), quando poderá haver novos esclarecimentos sobre a implantação do modelo nacional de gestão dos cursos.

Fotos: Arquivo MOBILIZAÇÃO DE ESTUDANTES