AO VIVO
AO VIVO
AO VIVO
Home » Notícias » 1º Sarau de Prendas emociona famílias e consolida o tradicionalismo nos festejos dos 200 anos da Festa de São Domingos

1º Sarau de Prendas emociona famílias e consolida o tradicionalismo nos festejos dos 200 anos da Festa de São Domingos

por Melissa Maciel
A+A-
Reset

>> Siga o canal do Grupo Maristela no WhatsApp

O salão da Paróquia São Domingos, no Centro de Torres, transformou-se em um grande galpão de celebração da cultura gaúcha na noite do último sábado, 11 de julho. Integrando a programação dos 200 anos da Festa de São Domingos, o DTG Invernada São Domingos promoveu o 1º Sarau de Prendas, reunindo cerca de 550 pessoas em um jantar-baile animado pelo grupo Os Serranos. A iniciativa marcou um encontro entre fé, tradição e convivência familiar, colocando o tradicionalismo como espaço de formação humana e fortalecimento dos vínculos comunitários.

O momento mais aguardado da noite foi a apresentação das dez prendas jovens, com idades entre 13 e 17 anos, que desfilaram diante do público representando não apenas a beleza da indumentária gaúcha, mas também a continuidade de um legado cultural transmitido entre gerações.


IDEALIZAÇÃO

A ideia do Sarau nasceu do instrutor de danças tradicionais Márcio Machado Floriano e de sua esposa, Regina Cardoso, que apresentaram a proposta à patronagem do DTG. O casal também assumiu o papel de padrinhos das jovens durante toda a preparação do evento.

Segundo a patroa do DTG Invernada São Domingos, Rosemara de Borba Bernardo, o resultado superou todas as expectativas.

“Superando as expectativas, tanto nossas quanto das famílias, tornando-se um momento único de integração, amizade e convívio familiar.”

Antes da apresentação oficial, as prendas participaram de quatro encontros de preparação com suas famílias, os padrinhos do Sarau e integrantes da patronagem. Além dos ensaios e de uma sessão fotográfica oferecida pelo próprio DTG como presente às participantes, os encontros foram marcados por rodas de chimarrão, conversas e momentos de convivência, fortalecendo amizades que ultrapassaram a organização do evento.

LEGADO

Para Rosemara, esse ambiente de acolhida representa a essência do tradicionalismo.

“Acredito que mostrar às crianças e aos jovens que existe um lugar onde eles possam dançar, brincar, aprender sobre história, valores, ética e ainda se divertir muito é um dos propósitos do DTG.”

As dez jovens homenageadas já possuem trajetória dentro do movimento tradicionalista. Vindas de diferentes cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, compartilham sonhos profissionais diversos, entre Medicina, Medicina Veterinária, Arquitetura, Engenharia Agronômica, Design de Moda, Magistério e Polícia Rodoviária, mas todas têm em comum o orgulho de preservar a cultura gaúcha e de encontrar no tradicionalismo um espaço de pertencimento, amizade e formação de valores.

MUDANÇA DE PATRONAGEM

À frente do DTG Invernada São Domingos, o patrão Oscar Evaldt Steffen e a patroa Rosemara avaliam o período de gestão como uma experiência de profunda gratidão.

Para o casal, liderar o departamento tradicionalista foi um presente que proporcionou amizades, aprendizado e a concretização do sonho de fortalecer o tradicionalismo no centro de Torres, dando continuidade ao trabalho iniciado por entidades históricas como o CTG Querência das Torres e o CTG Porteira Gaúcha.

Eles também destacam o apoio recebido da Paróquia São Domingos, especialmente do pároco, padre Leonir Alves, que incentivou as iniciativas desenvolvidas pelo DTG ao longo da gestão.

A troca da patronagem já está prevista para a Semana Farroupilha 2026, em setembro. Segundo Rosemara, a renovação das lideranças é um processo natural e importante para permitir novas ideias e fortalecer ainda mais o trabalho desenvolvido junto às famílias.

Na mesma ocasião será realizada uma programação especial voltada às crianças, com atividades culturais, campeiras e recreativas. Os detalhes ainda serão divulgados.

REFLEXÃO

Ao final da noite, um dos momentos mais marcantes veio das palavras de Edison Dutra, fundador e vocalista do grupo Os Serranos, antes do início do baile.

“O tradicionalismo nos proporciona algo que hoje em dia é raro: um evento onde a família inteira pode participar. Os pais dançam com suas filhas, os netos dançam com suas avós, os meninos aprendem a tratar as meninas com carinho e respeito e as meninas são tratadas como o tesouro mais precioso no seio da família e da sociedade.”

A reflexão sintetizou o sentimento vivido durante o Sarau de Prendas. Em tempos de relações cada vez mais aceleradas, o evento mostrou que o tradicionalismo permanece como um espaço de convivência, educação e preservação de valores, reunindo diferentes gerações em torno da cultura gaúcha, da religiosidade e da vida em comunidade.

A seguir, conheça as jovens prendas que participaram do 1º Sarau de Prendas:

Alice Fernandes Jacques

Natural de Caxias do Sul (RS), Alice Fernandes Jacques participa do CTG há 1 ano e 5 meses. Gosta de dançar, ouvir música, desenhar, conversar com as amigas e assistir filmes e séries. Sonha em ser médica e designer de moda. Tem orgulho de ser gaúcha por valorizar e preservar as tradições do Rio Grande do Sul.

Carolina Lehmann Werneck

Natural de Porto Alegre (RS), Carolina Lehmann Werneck integra o CTG há dois anos. Entre suas atividades preferidas está andar a cavalo. Pretende seguir carreira como policial rodoviária e afirma amar as tradições gaúchas, que fazem parte de sua identidade e de seu cotidiano.

Clara Berthold Alves da Silva

Natural de Porto Alegre (RS), Clara Berthold Alves da Silva participa do CTG há 10 anos. Gosta de desenhar, bordar, jogar vôlei e dançar. Deseja ser professora e considera que a acolhida e os valores da cultura gaúcha transformaram sua vida, tornando o tradicionalismo parte fundamental de sua história.

Laila Vitória da Silva Prestes

Natural de Torres (RS), Laila Vitória da Silva Prestes participa do CTG há 11 meses. Tem como hobbies cantar, dançar, andar a cavalo, desenhar, declamar e participar de rodeios. Sonha em ter seu próprio ateliê de vestidos de prenda. Define o tradicionalismo como sua maior paixão e afirma que ser gaúcha representa carregar no peito o amor pelo CTG, pela história e pelas tradições que moldaram sua vida.

Laura Silveira Padilha

Natural de Torres (RS), Laura Silveira Padilha participa do CTG Porteira Gaúcha há dois anos e anteriormente integrou o CTG Querência das Torres por seis anos. Gosta de dançar, praticar esportes e ir à praia. Pretende cursar Engenharia Agronômica e acredita que a cultura gaúcha é uma forma de expressão por meio da dança e das tradições que tanto admira.

Lira Rosa dos Santos

Natural de Canoas (RS), Lira Rosa dos Santos participa do CTG há três anos. Gosta de dançar, declamar, fazer artesanato, participar de eventos culturais, cirandas de prendas, rodeios artísticos, viajar, ir à praia e estar com a família. Sonha em ser médica veterinária ou zootecnista. Afirma que ama ser gaúcha por sentir-se pertencente à cultura tradicionalista e por desejar transmitir esse legado às futuras gerações.

Maria Antônia Paganini Silvério

Natural de Sombrio (SC), Maria Antônia Paganini Silvério participa das atividades tradicionalistas desde muito cedo, com atuação ligada ao laço comprido e à prova de rédea. Pretende cursar Medicina Veterinária e afirma que seu amor pela cultura gaúcha nasceu da tradição passada de pai para filha, mantendo vivo o legado familiar.

Mariana de Matos Martins

Natural de Tramandaí (RS), Mariana de Matos Martins participa do CTG há nove anos. Tem na dança sua principal paixão e deseja tornar-se médica. Destaca que o tradicionalismo proporciona novas amizades, convivência e a oportunidade de representar com orgulho a cultura gaúcha.

Natielli Soares

Natural de Torres (RS), Natielli Soares Santana integra o CTG há um ano. Gosta de desenhar, pintar e ouvir música. Sonha em ser arquiteta e afirma que ama a cultura gaúcha pelas tradições, pela riqueza cultural e também pela gastronomia típica, que considera especial.

Valenthina da Silva de Francisco

Natural de Torres (RS), Valenthina da Silva de Francisco participa do CTG há um ano. Gosta de dançar, ouvir música e ler. Pretende ser psiquiatra e destaca que ama ser gaúcha pelas tradições, pelo churrasco e pela dança, elementos que considera marcantes da cultura do Rio Grande do Sul.

FOTOS: ARQUIVO DTG INVERNADA SÃO DOMINGOS