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Vereadores apoiam Tarifa Zero, mas rejeitam reforma administrativa como foi apresentada

por Melissa Maciel
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A reforma administrativa proposta pelo Executivo Municipal e a implantação da Tarifa Zero no transporte coletivo dominaram a entrevista na Rádio Maristela, na terça-feira, 14, com a presença dos vereadores Moisés Trisch (PT) e Rogério Evaldt Jacob (PP). Enquanto ambos defenderam o avanço da política de subsídio ao transporte público, manifestaram ressalvas ao projeto de reorganização administrativa encaminhado pela Prefeitura à Câmara de Vereadores.

TARIFA ZERO

Os parlamentares comemoraram a aprovação do projeto que autoriza o Município a estabelecer uma nova política tarifária para o transporte coletivo urbano, permitindo ao prefeito Delci Dimer encaminhar à Câmara uma proposta para subsidiar integral ou parcialmente o sistema.

Para o vereador Moisés, o modelo atual do transporte público tornou-se insustentável diante da queda no número de passageiros, do aumento dos custos operacionais e da redução da qualidade do serviço.

“Acredito que é uma medida importante. O transporte público, da forma como está, não se sustenta mais. O que esperamos é que o investimento público resulte em melhoria da qualidade, ampliação dos horários e atendimento a todas as comunidades.”

O vereador ressaltou que o recurso público deve garantir não apenas a gratuidade da passagem, mas também a retomada dos itinerários, ônibus acessíveis às pessoas com deficiência e ampliação das linhas para localidades atualmente pouco atendidas.

Vereador Rogério destacou que a Câmara incluiu emendas para assegurar maior controle sobre os custos do sistema.

“Tomamos o cuidado de estabelecer que qualquer valor apresentado pela empresa tenha respaldo de uma empresa especializada e que toda alteração passe pela Câmara de Vereadores.”

Segundo o parlamentar, a Tarifa Zero pode representar uma solução mais eficiente para garantir atendimento também às comunidades do interior.

“Se for tarifa zero, é a Prefeitura que vai definir linhas e horários. Ela poderá determinar atendimento para comunidades como Pirataba, Águas Claras e outras localidades.”

REFORMA

Se houve convergência em relação ao transporte coletivo, a reforma administrativa recebeu críticas de ambos os vereadores.

Moisés afirmou que a nova versão do projeto mantém problemas apontados anteriormente e amplia a criação de cargos comissionados.

“Não consigo visualizar nenhum avanço em relação à situação atual. Pelo contrário, cria mais instabilidade, amplia cargos políticos e compromete recursos que poderiam ser destinados aos servidores concursados e aos serviços públicos.”

O vereador também criticou a retirada da proposta de criação da Secretaria de Cultura e Economia Solidária e questionou reajustes salariais previstos para cargos da Procuradoria Jurídica dentro do mesmo projeto.

Rogério afirmou que não apoia o projeto da forma como foi apresentado e defendeu uma análise detalhada da estrutura de cada secretaria antes da votação.

“Da maneira que está, a reforma não tem o meu apoio. Vou conversar com os secretários, com servidores de carreira e analisar a real necessidade de cada cargo. Não podemos criar despesas que prejudiquem o futuro do Município.”

Segundo ele, a preocupação é evitar impactos financeiros que possam comprometer áreas essenciais, como saúde, educação e obras, além da segurança no pagamento dos servidores públicos.

Ao final da entrevista, os vereadores reafirmaram o compromisso de votar conforme o interesse da população.

Moisés defendeu cautela na aplicação dos recursos públicos.

“Toda vez que se aplica dinheiro em um setor, ele deixa de ser investido em outro. O dinheiro público é sagrado e precisa ser aplicado com muita responsabilidade.”

Já Rogério garantiu que sua posição será baseada na análise técnica dos projetos.

“Meu voto será voltado aos interesses do município, nunca para favorecer alguém. A população pode ter tranquilidade de que vou analisar cada projeto com responsabilidade.”

CAUSA ANIMAL

Durante a entrevista, Rogério também reforçou seu apoio à causa animal, destacando a destinação de emendas impositivas para ações de proteção e incentivando a participação da população nos mutirões de castração promovidos pelo Município, como forma de reduzir o abandono e o sofrimento de cães e gatos.

CONFIRA A ENTREVISTA:

FOSTOS: JULIANA TAMAKI