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A necessidade de ampliar a estrutura hospitalar de Torres voltou a ganhar destaque nesta terça-feira (1º) durante entrevista dos vereadores Rafael Silveira (PSDB) e Rogério Evald Jacob (Progressistas) à Rádio Maristela. O tema foi abordado após relatos de superlotação no Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, com o vereador Rafael defendendo a construção de uma nova unidade hospitalar, com capacidade estimada entre 150 e 200 leitos, para atender a demanda de Torres e dos municípios da região.

Durante a entrevista, Rafael afirmou que o hospital atualmente atende uma população regional e não apenas moradores de Torres. Segundo ele, a unidade recebe pacientes de Dom Pedro de Alcântara, Mampituba, Três Forquilhas, Morrinhos do Sul, Três Cachoeiras e Arroio do Sal, além de pessoas de Passo de Torres, em Santa Catarina, que possuem vínculos com o município ou cadastro no Sistema Único de Saúde.
O vereador citou ainda informações divulgadas recentemente sobre uma situação de superlotação superior a 250% no hospital. Na avaliação dele, a estrutura atual não acompanha o crescimento da população de Torres e dos municípios do entorno. Rafael também relatou o caso de uma paciente que, segundo ele, teria sido preparada para realizar uma cirurgia em sete oportunidades, mas o procedimento não ocorreu por falta de leito.
Para o parlamentar, a solução não seria apenas ampliar a estrutura existente, que ocupa praticamente um quarteirão na região central da cidade, mas descentralizar o atendimento e construir um novo hospital em outra área, preferencialmente em uma região com acesso facilitado para ambulâncias e transferências.
Parceria com iniciativa privada
Rafael defendeu que a construção de uma nova unidade poderia envolver poder público e iniciativa privada. Como exemplo, citou empreendimentos hospitalares existentes em municípios como Xangri-Lá, Capão da Canoa e Atlântida, que contam com atendimento particular e de planos de saúde.
Na proposta apresentada durante a entrevista, um novo hospital poderia atender pacientes particulares e de convênios, enquanto uma estrutura maior voltada ao SUS garantiria atendimento à população que depende do sistema público. O vereador destacou, porém, que a ampliação da capacidade de atendimento precisaria envolver os três níveis de governo — municipal, estadual e federal — além da iniciativa privada.
Segundo Rafael, a melhoria da estrutura de saúde também poderia contribuir para o desenvolvimento econômico de Torres, tornando o município mais atrativo para pessoas que pretendem morar na cidade ou fixar residência após a aposentadoria.
Vereador avalia melhora na saúde municipal
Também durante a entrevista, Rogério Evald Jacob avaliou a situação da saúde no município. Na opinião do vereador, houve melhora na condução da Secretaria Municipal da Saúde desde a mudança no comando da pasta, mas ainda existem demandas que precisam ser enfrentadas.
Ele defendeu investimentos em infraestrutura das unidades básicas de saúde, tanto para oferecer melhores condições aos profissionais quanto para qualificar o atendimento aos moradores. Ao mesmo tempo, destacou que a situação do hospital permanece como uma das principais preocupações dos vereadores.
Rogério também ressaltou que os problemas enfrentados pelo Hospital Nossa Senhora dos Navegantes não são exclusivos de Torres e que a busca por soluções precisa envolver diferentes esferas do poder público.
Causa animal também foi abordada
Outro assunto discutido durante a entrevista foi a causa animal. Rogério afirmou que tem destinado suas emendas impositivas prioritariamente para ações voltadas aos animais, especialmente para castrações e aquisição de ração para famílias que não possuem condições de manter a alimentação dos pets.
Segundo o vereador, estão previstas ações de castração na Praia de Itapeva, com 120 gatos e 80 cães atendidos em dois dias. Na avaliação dele, a castração é uma das principais estratégias para reduzir o abandono de animais nas ruas.
Rodoviária e revitalização da Avenida José Bonifácio
A situação da rodoviária de Torres também voltou à pauta. Rogério defendeu o retorno da estação para a região central da cidade e afirmou que a mudança poderia contribuir para recuperar o movimento comercial da Avenida José Bonifácio.
Rafael, por sua vez, ponderou que a atual rodoviária está vinculada a uma concessão pública e que o local foi escolhido pelo vencedor da licitação realizada pelo Governo do Estado. Para que a estação pudesse retornar ao centro, segundo ele, o município teria que avaliar alternativas como a aquisição ou desapropriação do imóvel onde funcionava anteriormente a rodoviária.
O vereador, no entanto, afirmou não ter uma posição definitiva sobre a viabilidade financeira da medida, considerando os custos que poderiam envolver a aquisição do imóvel e sua posterior utilização para a rodoviária.
Durante a entrevista, também foram mencionados investimentos em segurança pública, incluindo cercamento eletrônico e videomonitoramento, além da destinação de emendas para órgãos como Brigada Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. Rafael também destacou a realização da Semana da Pessoa com Deficiência, iniciativa que contou, segundo ele, com R$ 55 mil em emendas impositivas.
Fotos: Juliana Tamaki/Grupo Maristela

