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O júri que apurou a morte da cabeleireira Návia Regina Christan, terminou por volta das 21h30 da última sexta-feira (25), em Tramandaí. O julgamento, que teve início na quinta-feira (24), considerou culpados os quatro réus apontados na denúncia como mandantes e intermediadores do crime, ocorrido em 2018.
A sentença foi proferida pelo Juiz de Direito Gilberto Pinto Fontoura, titular da 1ª Vara Criminal local, que fixou as penas que variam de cinco a 30 anos de reclusão. Cabe recurso da decisão.
Confira os detalhes:
– Silvana Christan (irmã da vítima): 30 anos de reclusão em regime fechado. Mantida prisão domiciliar humanitária. Condenada por homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima);
– Joares Antônio Pellinson (cunhado da vítima): 26 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado. Condenado por homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima);
– Rosane de Lima Araújo (funcionária): 5 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado. Condenada por homicídio qualificado (mediante paga ou recompensa), com reconhecimento de menor participação e de colaboração para a investigação;
– Robsom Araújo de Moraes Soares: 17 anos, 9 meses e 10 dias. Condenado por homicídio duplamente qualificado (mediante paga ou recompensa e recurso que dificultou a defesa da vítima), com reconhecimento de menor participação.
CONHEÇA O CASO
Návia Regina Christan, conhecida na cidade como Maninha, era proprietária de um salão de beleza, assim como Silvana, irmã dela. Ela sofreu uma tentativa de assassinato em 2017, quando teve a casa invadida e foi atingida por um tiro no rosto. Os ferimentos deixaram sequelas permanentes físicas e cognitivas. Por este crime, os acusados já foram julgados e condenados. Em 5 de novembro de 2018, Maninha teve o salão invadido e foi morta no local, atingida por três tiros.
A irmã e o cunhado da cabeleireira (Joares) são apontados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), como mandantes do crime, que teria sido motivado por desentendimentos familiares. Segundo a acusação, o casal acreditava que a vítima queria prejudicá-los financeiramente. Rosane (manicure e funcionária de Silvana) e Robsom teriam sido pagos para intermediar a contratação dos executores. Dois homens acusados da execução já foram julgados e condenados em 2022.
*Com informações de Luiza Meirelles/TJRS, fotos: Juliano Verardi – DICOM/TJRS

