>> Siga o canal do Grupo Maristela no WhatsApp.
A investigação sobre o atropelamento de um homem na região de Itapeva, em Torres, segue em andamento para esclarecer as circunstâncias do acidente e verificar se há elementos que possam caracterizar homicídio doloso. Em entrevista à Rádio Maristela, o delegado da Polícia Civil de Torres, Marcos Vinícius Muniz Veloso, explicou que o fato de o motorista não possuir carteira de habilitação, por si só, não configura homicídio doloso. Segundo ele, a legislação estabelece o enquadramento inicial como homicídio culposo, com aumento de pena quando o condutor não é habilitado.
O delegado afirmou que a Polícia Civil busca reunir outras provas, como depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras, para verificar se o condutor assumiu o risco de produzir o resultado. Nesse caso, a investigação poderia apontar para um homicídio doloso eventual. Veloso destacou que o inquérito permanece em andamento justamente para esgotar as possibilidades e reunir elementos que permitam definir o indiciamento conforme as provas obtidas.
Durante a entrevista, o delegado também explicou que, diante de um homicídio culposo, não há previsão legal para solicitar prisão preventiva. Segundo ele, a legislação processual penal estabelece a possibilidade de prisão preventiva em situações envolvendo crimes dolosos, o que torna necessária a comprovação de circunstâncias que possam alterar o enquadramento do caso.
Veloso ressaltou que a função da Polícia Civil é investigar os fatos e apresentar, ao final, o enquadramento correspondente às provas reunidas. Ele destacou que, mesmo quando há a percepção de que determinada conduta poderia ter sido mais grave, a autoridade policial precisa atuar dentro dos limites estabelecidos pela legislação.
CORRIDA DA POLÍCIA CIVIL
Na mesma entrevista, o delegado anunciou a realização da primeira corrida da Delegacia de Polícia Civil de Torres. O evento está previsto para 13 de fevereiro e será aberto à participação da comunidade, incluindo moradores, turistas e pessoas que mantêm residência no município durante o verão. A iniciativa busca aproximar a Polícia Civil da população e fortalecer a relação entre a instituição e a comunidade.
O trajeto ainda está em definição, mas a possibilidade considerada é de que a corrida seja realizada na praia, com largada nas proximidades da Delegacia de Polícia. A organização conta com apoio do secretário Gabriel, especialmente nas questões de logística e preparação do evento.
Para o delegado, a aproximação com a comunidade também contribui para o trabalho policial, já que a colaboração da população pode auxiliar na investigação de ocorrências e na construção de uma maior sensação de segurança.
A Polícia Civil deve continuar a investigação do atropelamento em Itapeva até reunir os elementos necessários para definir o enquadramento do caso e eventual indiciamento do motorista.
Foto: Nicole Correa/Grupo Maristela

