Em um refúgio da vida silvestre a 10 minutos do Centro de Torres, pessoas de diferentes idades e atividades se encontraram no evento Agrofloresta e Clima, na tarde de quarta-feira, 24 de novembro, no Sítio São José.

Organizado pelo Centro Ecológico em parceria com a cooperativa Ecotorres e Veglab, o encontro reuniu gente que incentiva hortas comunitárias urbanas, que cozinha com plantas alimentícias não convencionais (Panc), que faz pratos descartáveis 100% biodegradáveis, que trabalha em unidades de conservação, que faz ou apoia agricultura ecológica, para conversar sobre formas de mitigar a crise climática.

“Lembro que a gente via essa questão da crise climática e falava sobre o mundo que vai ficar para os nossos filhos. Mas é o mundo que a gente está vivendo agora”, alertou o professor André Gonçalves nas boas vindas. André ponderou que, apesar de os maiores emissores de gases de efeito estufa serem uma minoria, todas as pessoas são convidadas a reduzir suas pegadas de carbono e assim dar uma “singela contribuição” ao processo de frear a elevação da temperatura da Terra.

“A gente sente, mas muitas vezes finge que não sente, que é normal, e não é normal”, advertiu a gestora do Parque Estadual de Itapeva, Danubia Pereira do Nascimento. Para a bióloga, quando se fala em amenizar os impactos da crise climática, as agroflorestas fazem parte da solução: “Elas acabam sendo um local de grande biodiversidade, agregando uma flora, uma fauna associada. Falando enquanto Parque Estadual de Itapeva, servem como corredores ecológicos, então são áreas muito importantes pra manutenção da biodiversidade do território”.

O encontro Agrofloresta e Clima faz parte da campanha Câmbio Climático e Gênero – Urgências Planetárias, com apoio da Rede Terra do Futuro da Suécia (Framtidsjorden).

Com informações do Centro Ecológico em Dom Pedro de Alcântara