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A reforma administrativa da Prefeitura de Torres e o pedido de autorização para contratação de um empréstimo de R$ 75 milhões dominaram o debate entre os vereadores José Ricardo Ribeiro Milanez (PL) e Carla Rodrigues Daitx (Novo) durante entrevista concedida à Rádio Maristela. Os parlamentares afirmaram que os projetos precisam de uma análise detalhada antes de serem apreciados pela Câmara de Vereadores.

Sobre a reforma administrativa, os vereadores destacaram que o projeto ainda não começou a tramitar efetivamente no Legislativo porque depende do envio do estudo de impacto financeiro pelo Executivo. Carla afirmou que o texto, da forma como está, necessita de ajustes e defendeu que a proposta não seja votada em regime de urgência.
A vereadora também destacou que os servidores municipais deveriam ter participado da elaboração da reforma e voltou a defender a realização de concurso público para suprir a necessidade de pessoal na Prefeitura. Apesar das críticas, reconheceu que a criação de algumas secretarias, como a de Bem-Estar Animal, é considerada positiva.
Milanez avaliou que a proposta tem forte impacto na estrutura de cargos da administração e disse que é necessário analisar os reflexos da reforma para os servidores e para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Segundo ele, a Câmara deverá aguardar a apresentação do impacto financeiro antes de discutir o mérito do projeto.

Outro tema abordado foi o projeto encaminhado pelo Executivo que solicita autorização para contratar um empréstimo de R$ 75 milhões. Carla Daitz afirmou que a proposta ainda está em fase inicial de tramitação e será analisada pelas comissões permanentes da Câmara. Segundo a vereadora, é necessário detalhar a destinação dos recursos antes da votação.
Os parlamentares também manifestaram preocupação com as condições das vias urbanas de Torres. Carla criticou a situação dos buracos em diferentes pontos da cidade e defendeu que novos financiamentos sejam acompanhados de planejamento sobre a aplicação dos recursos. Já Milanês ressaltou que cabe ao Legislativo verificar a capacidade financeira do município para assumir novas operações de crédito, observando os limites da responsabilidade fiscal.
Durante a entrevista, os vereadores ainda comentaram a retirada de casuarinas nas praias do sul de Torres, determinada por decisão judicial. A parlamentar defendeu que, paralelamente ao corte das árvores exóticas, seja realizado o plantio de espécies nativas para recompor a vegetação. Já o vereador afirmou que a população recebeu poucas informações sobre a intervenção e considerou que uma comunicação prévia poderia ter reduzido a repercussão negativa da medida.
Fotos: Juliana Tamaki/Grupo Maristela

