A Marinha do Brasil, por meio do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), alerta que a passagem de um sistema frontal poderá provocar ventos fortes a muito fortes. Eles deverão ocorrer de direção Sudeste a Leste, com intensidade de até 60 km/h (33 nós), rondando para Leste a Nordeste, com intensidade de até 75 km/h (40 nós), nas proximidades do litoral dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, ao sul de Laguna (SC), entre o dia 31 à tarde e o dia 2 pela manhã.
Também é esperada a ocorrência de ondas, em alto-mar, de direção Leste a Nordeste, entre 3,0 e 4,0 metros, no mesmo trecho do litoral, entre o dia 31 à noite e o dia 2 pela madrugada.
Essa condição é favorável à ocorrência de ressaca com ondas de direção Sudeste a Leste, de até 2,5 metros, entre Mostardas (RS) e Laguna (SC), entre o dia 31 à noite e o dia 2 pela manhã.
Alerta-se aos navegantes que consultem essas informações antes de se fazerem ao mar e solicita-se ampla divulgação às comunidades de pesca e esporte e recreio.
Fonte: Litoralmania







A semana começa sem previsão de chuva e com temperaturas em ligeiro declínio ao longo dos próximos dias no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
O dia 27 de março de 2004 ficou registrado na história do Brasil por consequência, como a data da passagem do primeiro furacão a se formar na costa do país e avançar sobre o território. Milhares de pessoas que residiam no Sul de Santa Catarina e Litoral Norte do Rio Grande do Sul puderam sentir na pele aquilo que só assistiam pela televisão: vivenciar a fúria da natureza em sua potência mais elevada.
O Gerente de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, Frederico de Moraes Rudorff, trabalha em Florianópolis. Em 2004 fazia o mestrado em Geografia e participava de um projeto de pesquisa que estudava os desastres naturais. O objetivo era desenvolver e mapear os pontos onde aconteceram fenômenos severos da natureza.
O Estado de Santa Catarina foi um dos mais afetados pela passagem do furacão. A gestão pública passou a investir em tecnologia e qualificação de pessoas para lidar com esse tipo de fenômeno que até então é muito novo para todo país. Hoje o Estado é uma referência no assunto.