Sem salário, foi assim que os servidores do Hospital Regional de Araranguá passaram o Natal. Depois de muito debate, no fim da última semana, parecia que a situação da Instituição Hospitalar estava se resolvendo, já que o Governo do Estado de SC havia contratado o Instituto Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde – IDEAS, em caráter emergencial para assumir a gestão.
Com a saída forçada da SPDM e a assinatura do contrato com o novo gestor, tudo indicava que o atendimento no Hospital Regional voltaria ao normal, porém o Juiz do Ministério Público, Luiz Francisco Delpizzo Miranda, emitiu sentença indeferindo a saída da SPDM, e a posse da nova equipe gestora.
A nota salienta os motivos, um deles seria a contratação sem rescisão do contrato anterior, com a SPDM. De acordo com Cleber Ricardo, membro do SindiSaúde, os servidores aguardam uma solução. Sobre os salários, eles devem cair na conta dos servidores hoje, 26 de dezembro, levando em consideração a liminar de bloqueio das contas da SPDM. Está previsto para o dia de hoje uma reunião entre a SPDM e IDEAS, para debater sobre a gestão do Hospital Regional.
Fonte: Litoral na Rede
SAÚDE
Mandado de segurança garante repasse do Estado à saúde de Capão da Canoa
A Prefeitura de Capão da Canoa, através de sua Procuradoria-Geral, obteve a garantia da regularidade dos repasses mensais por parte do Governo do Estado do Rio Grande do Sul para execução de ações e serviços de saúde pública. O valor transferido ao município deveria ser de, em média, 176 mil reais por mês, o que não acontece desde 2014.
Os valores que Governo do Estado deixou de repassar ao município de Capão da Canoa, de 2014 até novembro de 2017, chegam a R$ 3.771.654,65, obrigando assim o município a utilizar verbas de sua receita corrente líquida para suprir a falta de repasse pelo estado.
Segundo o Prefeito de Capão da Canoa, Amauri Magnus Germano, a medida busca evitar um colapso no setor. “Os repasses do governo estadual e federal são fundamentais, eles também têm responsabilidade sobre os municípios, mas essa ausência da verba prejudica muito a nossa própria receita, pois suprimos a parte deles, que deveria ser investida em outras áreas”, observa.
O desembargador Jorge Luís Dall’Agnol, na sua decisão, concede “a liminar, a fim de que sejam efetuados, da data da impetração deste mandamus (11.12.2017) em diante, os repasses financeiros mensais, por parte do Estado do Rio Grande do Sul, destinados ao impetrante para o custeio dos serviços de saúde, em sua integralidade”.
Manifestação é realizada em frente ao Hospital Regional de Araranguá
Cerca de 500 pessoas participaram de ato público em protesto contra o governo do Estado de SC e a SPDM, empresa mantenedora do Hospital Regional de Araranguá, final da tarde de ontem, segunda-feira, 18 de dezembro. A greve que está acontecendo há 8 dias, atualmente 100% dos servidores aderiram ao movimento e os serviços estão sendo prestados por alguns funcionários que se revezam.
Está previsto para esta terça-feira, 19, uma reunião com todos os prefeitos dos 15 municípios da região do Extremo Sul Catarinense para tratar sobre as dificuldades no Hospital Regional.
Também a unidade de Pronto Atendimento de Araranguá não está conseguindo suprir a demanda de pacientes. Devido à restrição de atendimentos no Hospital Regional, o número de pessoas que procura a UPA 24h tem aumentado consideravelmente – a espera pelo atendimento que demorava em torno de 40 minutos, agora demora, em média, duas horas. A UPA está funcionando com três médicos, três enfermeiros e cinco técnicos de enfermagem.
Fonte: Revistaw3
