Já foram encontrados os primeiros focos do mosquito Aedes aegypti em 2018. A Prefeitura de Criciúma, por meio da Vigilância Epidemiológica, através do Programa de Combate à Dengue do Setor de Zoonoses, identificou as larvas do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus no Terminal Rodoviário de Criciúma na última quarta-feira (3). Nesta quinta-feira (4), foi encontrado o segundo foco deste ano, no bairro 4ª Linha. Em 2017, o órgão registrou 14 focos no município.
De acordo com a médica veterinária e responsável técnica pelo setor de Zoonoses da Vigilância Epidemiológica, Natália Reche, após a identificação das larvas do mosquito da dengue, os agentes do órgão já iniciaram a varredura ao redor do Terminal Rodoviário de Criciúma. “Os focos foram encontrados nas armadilhas instaladas pelo Programa de Combate à Dengue. Depois de identificados, num raio de 300 metros do local, iniciamos o processo de Delimitação de Foco (DF), onde os agentes realizarão visitas pelas residências da localidade.”, explica.
Natália afirma que durante o verão aumenta a tendência do surgimento de focos do Aedes aegypti. “O nosso município é muito quente, contribuindo para proliferação do mosquito. Pedimos que a população colabore e fique de olho no seu terreno, nos seus vasos de planta, pneus, latinhas e ajude a eliminar os focos. Se precisar denunciar, entre em contato com a nossa ouvidoria pelo telefone 156”, ressalta.
SAÚDE
Os dias de calor mexem com o corpo: a dilatação das artérias aumenta, a perda de líquidos é mais intensa e a digestão fica mais lenta. Não é à toa que a sensação de cansaço parece chegar mais rápido durante o verão. Para evitar problemas e manter a saúde em dia, fazer alguns ajustes na alimentação é muito importante. Além de apostar sempre na hidratação e em refeições leves, os cuidados com refrigeração e conservação de alimentos devem ser redobrados.
1) Saiba o que comer e o que evitar
As temperaturas altas do verão costumam gerar dilatação das artérias. Em consequência, há sensações de cansaço, fadiga e queda na pressão arterial. A digestão também é afetada, processando mais lentamente os alimentos.
– O calor atrapalha a digestão. Por isso, é importante optar por pratos mais leves, comer menos carnes vermelhas, dando preferência a peixe e frango. Além disso, a ingestão de frutas e verduras, importante ao longo de todo ano, é ainda mais recomendada – afirma Simone Bach, nutricionista que mantém o canal Cozinha Bach no YouTube.
Em relação às frutas e verduras, Simone ressalta a importância de ingestão das variedades com alto índice de betacaroteno, como laranja, abóbora, mamão, manga e cenoura. O componente atua na produção de melanina, protegendo a pele de manchas de sol e até ajudando no bronzeado.
– O betacaroteno está geralmente mais presente em frutas e legumes de cor alaranjada, mas também em vegetais verde-escuros, como couve e brócolis, embora em menor quantidade. Alimentos com vitamina C também são importantes, pois a vitamina atua com o betacaroteno na produção da melanina.
O médico Renato Bandeira de Mello, professor da UFRGS, aponta que essa é uma época em que família e amigos têm mais tempo para se encontrar e, às vezes, podem cometer excessos à mesa:
– As reuniões de família são comuns, mas é recomendável evitar refeições copiosas. O verão é uma boa época para investir em peixes e frutos do mar. Se não tiver como evitar aquele churrasco, é bom também consumir saladas e acompanhamentos mais leves, como aipim cozido ou uma salada de batatas sem maionese. Isso diminui a ingestão da carne.
2) Tenha cuidado redobrado com a conservação dos alimentos
Com as férias, muitas famílias saem da rotina. É recomendável pensar na alimentação antes de longos passeios na praia ou em parques. Água, sanduíches leves e frutas são bons aliados para não apelar para salgadinhos e frituras oferecidos em quiosques. Mas é preciso tomar cuidado com a conservação, como alerta Simone Bach:
– Para evitar contaminações, é melhor transportar o alimento por no máximo três horas em lancheira de neoprene. Já em coolers com gelo, por até oito horas.
O cuidado com a procedência e a refrigeração de alimentos deve ser redobrado nestes dias escaldantes.
– Geralmente, o número de infecções intestinais aumenta no verão, principalmente por conta do preparo e da conservação dos alimentos. A orientação é sempre dar prioridade a alimentos frescos e ter cuidado na manipulação e na refrigeração – afirma o médico Daniel Cardoso Barbosa.
Simone também recomenda cuidado com ovos e carnes cruas:
– É preciso evitar pratos que contenham ovos crus. Se usar o ingrediente, deixe o mínimo tempo possível fora da refrigeração. Peixes e carnes cruas também devem ser evitados ou consumidos apenas em locais de procedência confiável.
3) Hidrate-se mais (e da forma certa)
Água é recomendação básica para o ano todo, mas o cuidado com a hidratação deve ser redobrado no verão. A perda maior de líquido pela transpiração tem de ser compensada – e, para isso, não há nada melhor do que água pura.
– Refrigerantes e sucos industrializados são ricos em sódio e aditivos químicos. O corpo tenta eliminar estes compostos, aumentando a desidratação. Alimentos processados também têm altos índices de sódio e devem ser evitados – explica Simone Bach.
É preciso ter cuidado com água de coco e isotônicos:
– A água deve estar em primeiro lugar, mas a água de coco é uma boa segunda opção. Nesse caso, o ideal é tomar o coco in natura, já que há poucas marcas no mercado sem açúcar. Outra opção são os isotônicos, mas somente aqueles que não contenham corantes e açúcar, raros no mercado.
Bebidas alcoólicas também não são indicadas, mas o médico Renato Bandeira de Mello tem uma recomendação para quem não quiser abrir mão da caipirinha ou da cerveja:
– Para quem for tomar vinho ou caipirinha, é recomendável intercalar cada dose com um copo d’água. Se optar pela cerveja, pode tomar meio copo d’água a cada copo da bebida. Isso aumenta a hidratação e reduz a ingestão de álcool.
4) Fique de olho na alimentação das crianças
Com o calor e a agitação, é preciso ficar de olho na hidratação das crianças. O pediatra Daniel Cardoso Barbosa aponta que água e leite materno são os líquidos recomendados:
– É preciso evitar sucos, chás e refrigerantes. Suco parece ser uma coisa benéfica, mas mesmo os sucos feitos em casa reúnem uma quantidade grande de açúcar, o que pode render problemas futuros na criança. Já refrigerantes têm uma quantidade de sódio e açúcar que sobrecarregam os rins.
A gelatina, encarada muitas vezes como aliada, também não é recomendada.
– Gelatina é água, açúcar e corante. É falsamente uma coisa que alimenta e reidrata. É preferível oferecer uma fruta in natura e água do que fazer uma gelatina.
5) E na hidratação dos idosos
A desidratação pode causar sintomas como desmaios, fraqueza e queda de pressão nos idosos. O geriatra Renato Bandeira de Mello aponta que é preciso ter mais cuidado com pessoas acima dos 75 anos:
– Muitos idosos têm a sensação de sede diminuída por uma questão do envelhecimento cerebral. Eles não buscam a água por não terem esse estímulo neurológico. Por isso, é importante criar hábitos e horários, para consumir continuamente, ao longo do dia, de dois a 2,5 litros de água. Para tornar o líquido mais palatável, é recomendável usar hortelã, menta ou limão, sempre sem açúcar.
Fonte: Gaúcha ZH
O Aedes aegypti se reproduz o ano todo, mas é durante o verão que ele se prolifera ainda mais por causa das constantes chuvas e do calor, condições que o mosquito adora. Por isso é necessário redobrar os cuidados, não só no quintal, onde muitas vezes são deixados expostos ao tempo, brinquedos e outros objetos que podem acumular água e se tornar criadouros do mosquito. É importante também fazer vistorias dentro de casa, onde pode haver depósitos de água parada que passam despercebidos, como o reservatório que fica atrás da geladeira e sanitários da área de serviço.
O diretor de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde, Lasier França, destaca que o objetivo é eliminar a possibilidade de o Aedes aegypti se proliferar. Ele lembra que o mosquito transmite doenças que matam, como a dengue, e doenças que têm um potencial letal menor, mas que causam sérios danos à saúde, como a Zika, que provoca microcefalia e outras malformações em bebês, e a Chikungunya, que pode deixar o indivíduo incapacitado fisicamente por um longo período. O poder público precisa contar com o apoio de cada cidadão, de cada família, comentou o biólogo.
Lasier esclarece que o mosquito leva de oito a dez dias para se desenvolver, por isso é importante fazer vistorias em casa e no quintal em dias fixos da semana. “Fazer a vistoria a cada sete dias garante que estaremos sempre impedindo o mosquito de nascer”. Na avaliação dele, o meio mais simples e prático é fazer uma lista com tudo o que deve ser verificado para que nenhum item seja esquecido. “Se a pessoa escolheu fazer a vistoria na segunda-feira, ela precisa fazer a limpeza sempre às segundas-feiras. Se numa semana a vistoria for feita na segunda, e na outra semana, na quarta-feira, por exemplo, já se passou o período evolutivo e novos mosquitos podem ter nascido”, explicou.
Lista de verificação
– Mantenha fechadas as tampas de vasos sanitários e de ralos pouco usados, como os de áreas de serviço e de lazer, que tenham a possibilidade de acumular água;
– Se for viajar, feche também os ralos dos banheiros e a tampa dos vasos sanitários;
– Mantenha o quintal sempre limpo, jogando fora o que não é utilizado;
– Deixe o quintal sempre bem varrido, eliminando recipientes que possam acumular água, como tampinha de garrafa, folhas, sacolas plásticas etc.;
– Tampe tonéis, caixas d’água e qualquer tipo de recipiente que possa reservar água;
– Certifique-se de que as lonas de cobertura estejam bem esticadas para não haver acúmulo de água;
– Não deixe acumular água nos vasos de plantas;
– Mantenha a bandeja que fica atrás da geladeira limpa e sem água;
– Coloque garrafas vazias de cabeça para baixo;
– Se por algum motivo tiver pneus no quintal, mantenha-os secos e abrigue-os em local coberto, ou descarte-os corretamente se não tiverem utilidade;
– Escove bem as bordas dos recipientes (vasilha de água e comida de animais, vasos de plantas, tonéis, caixas d’água) e mantenha-os sempre limpos.
– Antes de viajar, guarde a vasilha de água e de comida dos animais de estimação.
Fonte: Prefeitura de Torres
Justiça concede pedido de tutela de urgência para novo administrador do Hospital Regional de Araranguá
Atendendo à solicitação do secretário de Articulação Nacional, Acélio Casagrande e do secretário executivo da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Araranguá, Herib Afonso Schmidt, foi realizada uma reunião na tarde de ontem, quinta-feira, 4, na Secretaria de Estado da Saúde, em Florianópolis, com o Superintendente dos Hospitais públicos da Santa Casa, Marcelo Lemos dos Reis, com a presença do Presidente do Instituto Ideas, Roberto Benedetti, onde foi avaliada a atual situação do Hospital Regional de Araranguá.
O Hospital Regional de Araranguá passará a ser administrado em caráter emergencial por um período de seis meses pelo Instituto Desenvolvimento Ensino e Assessoria à Saúde, porém, será aguardado o cumprimento da sentença judicial para que a SPDM desocupe o imóvel.
Schmidt e Casagrande solicitaram ao presidente do Ideas agilização na retomada com urgência do atendimento integral e de qualidade a todas as pessoas que dependem do conforme pedido dos secretários Municipais de Saúde da Região.
Fonte: Um Passo ao Sul
Com a restrição de atendimentos no maior hospital do Vale do Araranguá, a alternativa encontrada pela população da cidade e região tem sido a Unidade de Pronto Atendimento 24 horas. De uma média mensal de 5 mil atendimentos nos demais meses do ano, em dezembro o número subiu para 8 mil e 286 pessoas atendidas.
De acordo com a secretária de Saúde de Araranguá, Evelyn Elias, deste total, 8 mil e 037 pacientes eram da região da Amesc. E o ano de 2018 já começou movimentado na UPA, só no primeiro dia, foram feitos 259 atendimentos, sendo 50% à população do Vale e os outros 50% aos turistas de outros estados, como Rio Grande Sul, São Paulo e Paraná.
Segundo a secretária, “A conduta tem sido o encaminhamento dos casos que não podem ser atendidos na Unidade para outros hospitais, que tem recebido os pacientes – mesmo sendo de outras regiões, mas o Hospital Regional de Araranguá é a referência e é por ele que estes pacientes deveriam passar.
A secretária explica ainda que a partir de agora, os casos mais graves estão sendo encaminhados ao Hospital Regional e caso os atendimentos sejam negados, a orientação é de que os pacientes solicitem uma declaração por escrito.
Fonte: W3 Revista
O Sindisaúde, que representa os trabalhadores do setor, publicou ontem, quarta-feira (27), comunicado de realização de paralisação no Hospital de Tramandaí. Parte das atividades da instituição pode ser afetada na próxima terça-feira, 02 de janeiro, entre 7h e 19h.
Também está previsto para o próximo dia 2 de janeiro uma assembleia para definir os rumos do movimento. De acordo com a publicação do Sindicato, esta paralisação foi definida em assembleia da categoria realizada no dia 22 de dezembro no município.
Conforme o Sindisaúde, os serviços essenciais e de urgência devem ser mantidos. A motivação da mobilização é o atraso dos salários por causa da falta de repasses do Governo do Estado. Os vencimentos de novembro ainda não foram depositados e somente parte dos funcionários recebeu a primeira parcela do décimo terceiro salário.
A Fundação Hospitalar Getúlio Vargas (FHGV), que administra a instituição, alega que os atrasos são motivados pela falta de repasse de recursos do Governo do Estado. No dia 22 de dezembro, em reunião em Porto Alegre, foi garantido o repasse de R$ 2 milhões e 600 mil reais para o Hospital de Tramandaí. O valor seria encaminhado deveria ser enviado ontem, quarta-feira, à FHGV e, segundo a direção do hospital, garantiria o pagamento dos salários de novembro nesta quinta-feira (28).
Para a próxima sexta-feira (29), os funcionários estão organizando uma manifestação, por volta das 17 horas, pelas ruas do município.
Fonte: Litoral na Rede
Sem salário, foi assim que os servidores do Hospital Regional de Araranguá passaram o Natal. Depois de muito debate, no fim da última semana, parecia que a situação da Instituição Hospitalar estava se resolvendo, já que o Governo do Estado de SC havia contratado o Instituto Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde – IDEAS, em caráter emergencial para assumir a gestão.
Com a saída forçada da SPDM e a assinatura do contrato com o novo gestor, tudo indicava que o atendimento no Hospital Regional voltaria ao normal, porém o Juiz do Ministério Público, Luiz Francisco Delpizzo Miranda, emitiu sentença indeferindo a saída da SPDM, e a posse da nova equipe gestora.
A nota salienta os motivos, um deles seria a contratação sem rescisão do contrato anterior, com a SPDM. De acordo com Cleber Ricardo, membro do SindiSaúde, os servidores aguardam uma solução. Sobre os salários, eles devem cair na conta dos servidores hoje, 26 de dezembro, levando em consideração a liminar de bloqueio das contas da SPDM. Está previsto para o dia de hoje uma reunião entre a SPDM e IDEAS, para debater sobre a gestão do Hospital Regional.
Fonte: Litoral na Rede
Mandado de segurança garante repasse do Estado à saúde de Capão da Canoa
A Prefeitura de Capão da Canoa, através de sua Procuradoria-Geral, obteve a garantia da regularidade dos repasses mensais por parte do Governo do Estado do Rio Grande do Sul para execução de ações e serviços de saúde pública. O valor transferido ao município deveria ser de, em média, 176 mil reais por mês, o que não acontece desde 2014.
Os valores que Governo do Estado deixou de repassar ao município de Capão da Canoa, de 2014 até novembro de 2017, chegam a R$ 3.771.654,65, obrigando assim o município a utilizar verbas de sua receita corrente líquida para suprir a falta de repasse pelo estado.
Segundo o Prefeito de Capão da Canoa, Amauri Magnus Germano, a medida busca evitar um colapso no setor. “Os repasses do governo estadual e federal são fundamentais, eles também têm responsabilidade sobre os municípios, mas essa ausência da verba prejudica muito a nossa própria receita, pois suprimos a parte deles, que deveria ser investida em outras áreas”, observa.
O desembargador Jorge Luís Dall’Agnol, na sua decisão, concede “a liminar, a fim de que sejam efetuados, da data da impetração deste mandamus (11.12.2017) em diante, os repasses financeiros mensais, por parte do Estado do Rio Grande do Sul, destinados ao impetrante para o custeio dos serviços de saúde, em sua integralidade”.
Manifestação é realizada em frente ao Hospital Regional de Araranguá
Cerca de 500 pessoas participaram de ato público em protesto contra o governo do Estado de SC e a SPDM, empresa mantenedora do Hospital Regional de Araranguá, final da tarde de ontem, segunda-feira, 18 de dezembro. A greve que está acontecendo há 8 dias, atualmente 100% dos servidores aderiram ao movimento e os serviços estão sendo prestados por alguns funcionários que se revezam.
Está previsto para esta terça-feira, 19, uma reunião com todos os prefeitos dos 15 municípios da região do Extremo Sul Catarinense para tratar sobre as dificuldades no Hospital Regional.
Também a unidade de Pronto Atendimento de Araranguá não está conseguindo suprir a demanda de pacientes. Devido à restrição de atendimentos no Hospital Regional, o número de pessoas que procura a UPA 24h tem aumentado consideravelmente – a espera pelo atendimento que demorava em torno de 40 minutos, agora demora, em média, duas horas. A UPA está funcionando com três médicos, três enfermeiros e cinco técnicos de enfermagem.
Fonte: Revistaw3
