
Tarde de campo em bananal orgânico durante um dos cursos do Centro Ecológico
O último Censo Agropecuário do IBGE mostra o Litoral Norte com 2.318 propriedades bananicultoras em 10 municípios, que produzem 98% da banana do Rio Grande do Sul. Em Três Cachoeiras, onde 541 propriedades cultivam a fruta, cerca de 85 são, segundo informações do escritório da Emater no município, de bananais orgânicos ou em transição.
Essas 85 propriedades, que representam apenas 15,71% da produção de banana de Três Cachoeiras, deixam de lançar anualmente 467,5 litros de agrotóxicos no meio ambiente. O cálculo foi feito tendo por base propriedades convencionais de 4 hectares, onde os agricultores aplicam em média 5,5 litros de agrotóxicos por ano, conforme a experiência da Emater com agricultores convencionais.
“O herbicida vai depender da infestação de ervas daninhas no bananal, que varia de meio litro a 3 litros no ano. O fungicida são cerca de 5 aplicações de meio litro. E para o cacho, é 1 quilo de fungicida que eles usam no ano,” informou Emiliana Cordioli, da Emater. Mas, de acordo com a agrônoma, um dos agricultores consultados para esse levantamento informal disse que usa até 20 litros de Roundup por ano.

Foto: Josh Edelson/Agence France-Presse — Getty Images
Nos EUA e no Brasil, herbicida é alvo de suspeitas e disputas judiciais
Formulado à base de glifosato, recentemente o Roundup foi centro de uma disputa judicial nos Estados Unidos, de um jardineiro diagnosticado com linfoma non-hodgkin, contra a Monsanto. A empresa foi condenada a pagar U$ 289 milhões de dólares ao jardineiro, que desde 2012 usava Roundup nos jardins de uma escola.
No Brasil, outra disputa em torno do glifosato se deu entre agosto e setembro,depois que uma juíza federal estabeleceu o prazo de 30 dias para a suspensão dos produtos com o ingrediente. Em seguida, um desembargador suspendeu a decisão da juíza. Segundo a juíza, desde 2008 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deveria fazer a reavaliação toxicológica do glifosato, devido às suspeitas sobre os efeitos nocivos do produto.
No capítulo 6 do livro Ensaios sobre Poluição e Doenças no Brasil, Sonia Corina Hess e Rubens Nodari mostram que o RS é o segundo maior consumidor de glifosato do Brasil,perdendo apenas para o Mato Grosso. Com base em estudos científicos realizados em outros países, enumeram alguns dos efeitos da substância para a saúde humana e o meio ambiente. Entre 2011 e 2015, o RS teve o maior índice de mortes por neoplasia a cada 100 mil habitantes. A neoplasia ocorre quando células se multiplicam descontroladamente, e o câncer é designado como uma uma neoplasia maligna.
Menos agrotóxico melhora a qualidade da água
Segundo a presidente da ONG Onda Verde, de Torres, Gizelani Guazzelli, em relação à qualidade da água – tema que vem sendo discutido nos últimos meses na região – o monitoramento avalia diversos produtos químicos que podem ser encontrados devido ao uso dos agrotóxicos. “Se ampliar o plantio de forma orgânica, vai ser usado menos, ou nessas áreas, nada de agrotóxico, então vai ajudar a melhorar a qualidade da água, com certeza”.
Falando em números
– Três Cachoeiras: 2.975,5 litros por ano em 541 propriedades.
– Dessas 541 propriedades, 85 são de bananais orgânicos, que resultam em menos 467,5 litros no meio ambiente.
– 12.749 litros de agrotóxicos seria a quantidade lançada anualmente na região, supondo que todos os 2.318 estabelecimentos produtores de banana tivessem 4 hectares e usem usassem 5,5 litros de agrotóxicos.
– A região abrange os municípios de Três Cachoeiras, Morrinhos do Sul, Mampituba, Dom Pedro de Alcântara, Três Forquilhas, Itati, Maquiné, Terra de Areia, Santo Antônio da Patrulha e Torres.
– Nesses municípios, 250 famílias assessoradas pelo Centro Ecológico produzem banana orgânica, o que significa aproximadamente menos 1.375 litros de agrotóxicos na água, solo e ar do Litoral Norte/RS. O cálculo foi feito com base nos mesmos números usados para Três Cachoeiras: propriedades de 4 hectares que usam em torno de 5,5 litros de agrotóxicos por ano.
Fonte: Centro Ecológico
Os grupos de agricultura ecológica do núcleo regional da Rede Ecovida só poderão usar cama de aviário analisada por entidade que ateste adequação às normas da agricultura orgânica.
Outro encaminhamento foi a renovação do certificado de conformidade orgânica dos grupos visitados em agosto pela Comissão de Ética do Núcleo: Boa Esperança, Acertem, Apelcam, Cultivando a Vida, Acert Raposa, Geard, Ecotorres do José, Três Irmãos, Terra Viva, Gec e Chapada dos Mesquitas.
Com o propósito de oferecer mais qualidade à produção torrense de queijo, doce de leite e ricota, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e Pesca e Emater realizaram recentemente, duas oficinas tratando sobre a pasteurização do leite. Já foram contemplados os agricultores familiares do Barro Cortado e da Areia Grande, atendendo 15 interessados. Mais quatro oficinas serão realizadas em breve para os produtores de leite, nas comunidades rurais de Itapeva, Campo bonito, Jacaré e Rio Verde.
Cinco máquinas chegaram em Torres, no fim da tarde de ontem, quinta-feira (22). Três retroescavadeiras e dois tratores foram destinadas ao município por meio da mobilização da administração municipal junto a lideranças estaduais e federais.
Aconteceu na última sexta-feira (08/jun) no Parque de Exposições Assis Brasil em Esteio a solenidade de ”Entrega das Máquinas Agrícolas Para Municípios” adquiridas com recursos das Emendas Parlamentares da Bancada Gaúcha com contrapartida do Governo do Estado. Ao todo foram entregues 576 máquinas para 336 municípios totalizando um investimento de R$ 72.237.434,28, dos quais R$ 69.527.434,28 vem de emendas parlamentares, e o restante, R$ 2.710.000, do governo do Estado. Proporcionalmente Mampituba é um dos municípios mais beneficiados pelos repasses ao ser contemplado com 04 máquinas, sendo duas retro escavadeiras ”Randon”; um trator agrícola ”John Dheere 6100J” e um caminhão basculante ”Mercedes Benz 2629”.
Com a finalidade de proteger a cultura do maracujá em Torres, por força de lei municipal, pioneira no país, todos os produtores da fruta terão que cumprir o “vazio sanitário” pelo período de dois meses, de 20 de junho a 20 de agosto. Vazio sanitário é o período de ausência total de plantas vivas da cultura do maracujá na área de plantio, com o propósito de reduzir a quantidade do vírus do endurecimento do fruto, que é sem dúvida a mais importante praga para a plantação do maracujá. A obrigação de eliminar é do produtor. Após este período, os agricultores deverão plantar mudas limpas, isentas do vírus, grandes, com cerca de 80 centímetros, que diminui o problema com a virose. Além disto, os produtores devem executar uma série de providências na área de plantio.
A Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Itati, Terra de Areia e Três Forquilhas (Coomafitt) assinou ontem, quinta-feira (17), o contrato para fornecimento de alimentos ao sistema prisional do Rio Grande do Sul, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na modalidade compra com doação simultânea.
Nesta sexta-feira, 11 de maio, o prefeito Carlos Souza participou do movimento “Grito da Terra”, ato integrante da agenda sindical nacional do campo. O evento ocorreu na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Torres contando com a participação de vários secretários municipais, possibilitando a discussão direta de questões pontuais da área. No movimento liderado pelo presidente do Sindicato, José Carlos de Matos, estavam presentes, entre outras lideranças, o secretário municipal de desenvolvimento Rural e Pesca, José Vanderlei Brocca; da Educação, Sílvia Pereira; da Saúde, Suzana Machado; de Obras e Serviços Públicos, Davino Lopes e a vereadora Zete.
Iniciaram nesta semana as obras para garantir mais segurança e a reabertura do Mirante do Morro da Borússia em Osório.
Segundo o comparativo dos registros de salvamentos do Corpo de Bombeiros Militar de SC, durante os carnavais de 2016 e 2017, houve uma redução de vítimas. 302 pessoas em 2016 e 275 salvamentos no Carnaval passado. Apesar da queda do registro de ocorrências graves nas praias na comparação entre os carnavais, nesse período de festas as ocorrências tendem a ser em maior número, quando comparadas com períodos de normalidade.